Sobre Nossa Diocese

DIOCESE - CAMPO DE OBRAS DE DEUS

É reconfortante lembrar que nossa Diocese foi criada por um santo. O Papa Pio X, pensando no “bem espiritual dos fieis”, erigiu-a em 8 de setembro de 1907. Os dados estão lá exarados na histórica bula papal.

Bonita história a nossa! Deus escolheu a data da Natividade de Nossa Senhora para o natal da Diocese da Campanha. E teria mesmo que ser assim, pois a Providência reservaria outras datas marianas para acompanharem as festas diocesanas. A 12 de setembro de 1909, festa do SS. Nome de Maria, deu-se a sagração episcopal e posse solene de D. Ferrão sentidas pelo nosso primeiro bisco como um “presságio da solicitude maternal” daquela é a Sede da Sabedoria e a Torre de Davi, capaz de espancar “as trevas da nossa ignorância” e de trazer-nos a vitória nos “combates pela fé” ( Carta Pastoral). A 16 de julho de 1925, dia da Senhora do Carmo, os destinos diocesanos foram colocados definitivamente sob o escapulário da Virgem. Ela é a nossa padroeira!

Entre os júbilos de 1909, o poeta Jonas Olyntho compôs um hino. Os versos glorificam a Deus e anunciam: “No céu da Igreja refulgente, / Eis branca estrela que aparece! Astro gentil que em luz se banha / Nossa Diocese da Campanha”. 

Cem anos depois, Dom Diamantino Prata de Carvalho também poetou seus cânticos: “Salve, Igreja de Cristo, / Neste altaneiro rincão. / Unidos, vamos tornar-te / A casa da comunhão. / Renovadas as pessoas, / Formamos comunidade / que luta pela justiça / em fraterna sociedade”.

Os dois hinos, o do princípio da caminhada e o que cantamos hoje, delineiam muito bem o desenho histórico e evangélico que se faz em nossa terra. As frases optativas, já centenárias, germinam em obras de caridade, em gestos de comunhão, em lutas pela justiça e pela paz, em trabalhos religiosamente missionários. É justo citar, aqui, os nomes de nossos Bispos, como a retribuir-lhes a delicadeza de se fazerem bons pastores que conhecem de verdade as ovelhas de seu rebanho: João Batista Nery, João de Almeida Ferrão, Inocêncio Engelke, Othon Motta, Antônio Afonso de Miranda, Tarcísio Ariovaldo do Amaral, Aloísio Roque Oppermann, Diamantino Prata de Carvalho. Senhores eles todos, não pelo peso do poder, mas pela graça de serem dons para o povo de Deus. À maneira de atletas de corrida, como sugere São Paulo, conduziram com fidelidade o bastão que receberam e o passaram, marcado de trabalho e de suor, a outro corredor diligentemente escolhido para que o combate fosse bom e a tarefa se cumprisse fecundamente.

Assim foi e assim é! “A verdade do Senhor permanece para sempre!” rezam as Escrituras. Hoje, a Diocese Campanhense se estende por longa região. São quase cinquenta cidades. São mais de 60 paróquias! Todas, formando rede de comunidades, que com a alegria, com a tenacidade do clero, dos líderes e dos agentes de pastoral, repetem as cenas edificantes da Pesca Milagrosa e da Multiplicação dos Pães.

E já que as mãos de Pio X, que plasmaram esta “Igreja Particular da Campanha”, são santas e se fizeram exemplo de amor à Eucaristia – “Semeai hóstias e colhereis lírios” – que as nossas mãos, santificadas pelo Batismo, sejam instrumento de comunhão, de fraternidade, de justiça e de paz. Construtoras do Reino de Deus, pois.

Marcos Valério Albinati Silva